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Quinta-feira, 09 de setembro, 2010 Direto ao Assunto:
73 anos de histórias

Um rio, um trampolim de madeira e a paixão de um grupo de amigos pela natureza e pelo esporte. Estes foram os ingredientes que se combinaram para que, na década de 30, pudesse ter início a história do sonho que hoje se transformou em um dos principais clubes sociais do Brasil.

 

História

 

A data oficial do início desta história é 10 de julho de 1935, dia em que foi realizada a primeira reunião formada pelo grupo de amigos. Nos manuscritos – até hoje preservados na sala da diretoria do Praia Clube – consta o nome dos 12 precursores: José de Oliveira Guimarães, Mário Guimarães Faria, Lourival Borges, Oscar Miranda, Roman Balparda, Enéas de Oliveira Guimarães, Gercino Borges, Boulanger Fonseca, Floramante Garófalo, Hermes Carneiro, José Carneiro Júnior e Fausto Savastano.

 

Quem viveu aquele momento conta que ninguém tinha na cabeça a idéia de construir um clube. Em conversa há alguns anos, o senhor José de Oliveira Guimarães relembrou de toda a trajetória do Praia Clube. "Surgiu da seguinte maneira: havia um grupo de freqüentadores do rio Uberabinha para a prática da natação. Mais tarde, outros começaram a freqüentar o local, tomando banho nas águas do rio,mas não tinha nome, porque não havia clube naquele tempo”, contou José de Oliveira (in memorian).

 

O local freqüentado pelos amigos era de propriedade do “coronel” Constantino Rodrigues da Cunha, que não se importava em ceder a margem do rio aos freqüentadores. “Contudo, o Coronel tinha um genro que passou a 'implicar' com os praianos (aqueles que freqüentavam a prainha), proibindo a natação em suas terras. Herdeiro do sogro, o personagem teve um papel fundamental na criação do clube, porque foi justamente a sua 'implicância' que motivou a compra da área”. “A turma de nadadores resolveu então pedir ao proprietário que vendesse um pedaço de terra à margem do rio. Ele concordou, desde que os interessados comprassem toda a chácara. Perguntamos o preço e até concordamos: 35 contos de réis. Reunimos 14 pessoas e pagamos. Mas até então não havia Praia. Era o lugar da gente praticar natação. Só mais tarde então é que surgiu a idéia de transformar em clube”, completou em seu depoimento José de Oliveira.

 

A idéia de transformar a área em um clube foi dada por Celso Queiroz. Já a denominação Praia Clube foi proposta, por um dos freqüentadores mais novos, o então fiscal federal José Victor.

 

1º Presidente

 

O prefeito municipal da época, Vasco Giffoni, foi escolhido como presidente de honra, mas o primeiro dirigente foi Cícero Macedo, que teve como vice o senhor José de Oliveira. A primeira providência foi a construção de um barracão com bar e vestiário, erguido atrás da prainha. Logo depois, o antigo trampolim deu lugar a outro um pouco mais moderno, com dois lances para os saltos. Ao longo dos primeiros dez anos de vida, o clube permaneceu como propriedade particular e só foi transformado em clube de direito no ano de 1945.

 

Cores

 

Outra curiosidade interessante diz respeito à definição das cores do então recém criado clube. A verdade é que todos os freqüentadores queriam utilizar as cores do time de futebol do coração. Como não houve acordo, o uruguaio Roman Balparda, um dos freqüentadores antigos, sugeriu então que fossem utilizados o amarelo e o preto que, afinal de contas, não pertenciam a nenhuma equipe nacional. Detalhe: as cores são as mesmas do Peñarol (time tradicional do Uruguai) e que, “coincidentemente”, era o clube para o qual Roman torcia.